BR69

BR69

EstiloRock
Cidade/EstadoRio de Janeiro / RJ

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Release

No ano de 2002, enquanto o Lula tomava posse da Presidência na Esplanada brasileira, quatro rapazes do Rio de Janeiro resolveram montar uma banda de Rock. Isso mesmo: Rock. Não o Rock colorido, apático e pré-fabricado que se ouve nas esquinas de qualquer metrópole condenável do Brasil. Era pra fazer Rock mesmo: petrificável, verdadeiramente sólido e compatível com a estética dos grandes mestres.

O intuito não foi módico: produzir música que representasse aquilo que a música um dia havia sido. Simples assim. Antenados às mais antigas tendências amplificáveis do momento, como o extinto Chess Records e os discos produzidos pelo maestro Duprat, cada integrante do grupo trouxe um diferente prato à mesa. Com inspirações que iam de Muddy Waters aos Beatles, Rolling Stones ao Mutantes, a banda BR69 foi aos poucos se moldando — mastigando os diversos tipos de som que lhes atingiam os ouvidos. Os festivais de colégio rapidamente viraram concertos na Inglaterra no renomado Beatle Week, e assim por diante.

A banda, enquanto se estabelecia, conseguiu criar uma identidade própria, aprimorando-se tecnicamente a cada show e ensaio. Trilhando o tortuoso caminho do Rock brasileiro, com tempo, rigor e dedicação a BR69 conquistou plateias do sudeste do Brasil, fazendo shows no estado de Minas, Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro. Com um som agressivo e de violência sônica, letras satíricas e duras inspiradas em métricas dos grandes bluesmen\'s norte americanos — e claro nos mestres letristas brasileiros; composições ousadas que resgatam uma aura já perdida da guitarra elétrica, a BR69 marcou seu território. O grande marco obviamente tinha que ser a gravação do disco \"Solta o Preso\" em 2011. Com Alexandre D\'Angelo no vocal, Felipe Carvalho na guitarra, Luiz Borges no baixo e Gustavo Azem na bateria, a BR69 veio para mostrar que se o Rock estiver morto, o show vai ser no inferno

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